O que faríamos diferente?

Já se passou pouco mais de 1 mês que estamos na estrada. Nesse tempo já mudamos nossa estratégia algumas vezes. Até deixamos coisas pelo caminho. Confira a seguir nosso aprendizado nesse início de viagem e o que faríamos diferente.

Vale deixar claro que as dicas a seguir são baseadas no nosso jeito de viajar e para estadias longas com as crianças. Vamos à lista:

1) Bagagem de mão no avião

Esse ponto é bem simples. Acertamos o conteúdo da bagagem, mas erramos na distribuição nas malas. Tínhamos 2 bagagens de mão: uma mochila e uma mala pequena. Na hora de fechar as malas, o taxi já estava na porta e colocamos as coisas de qualquer jeito. Resumindo: tudo que precisamos durante o voo estava na mala. Tudo bem, ainda sim estava na cabine do avião, mas toda vez que precisava de algo, tinha que tirar a mala do compartimento, colocar no banco ou no corredor, abrir, etc. Se fosse na mochila, era só abrir o zíper! Não precisava nem tirar lá de cima. E pra piorar, Thomas resolveu "descarregar" durante o voo. Foram 2 trocas de roupas borradas.

2) Carrinho de bebê 
Trouxemos um carrinho daqueles bem básicos, que dobram e ficam bem pequenos (estilo "guarda chuva"). Durou 8 dias! Ao deixar Penang em direção ao terceiro destino, doamos o carrinho para o hotel. Era apenas um volume extra para carregar. Mas antes que ache que somos loucos, você precisa sim de alguma coisa para carregar as crianças. Mesmo com Lucas andando bastante, chega uma hora que ele não aguenta. Mas achamos mais conveniente outros tipos de carregadores de crianças. Agora viajamos com uma mochila cada e uma mala cada um. Tem sempre uma mão livre para pegar alguma coisa ou dar a mão pro filho mais velho. Mas vimos muitas famílias com carrinhos de bebê até na praia. Se fôssemos viajar por 2 semanas, com certeza traríamos um carrinho.

3) Hotel

Indo direto ao ponto, os primeiros 8 dias foram difíceis (pra não falar outra coisa). O "hotel" que ficamos até passa numa viagem de casal com orçamento limitado, mas com crianças não dava. Depois de colocá-los para dormir, temos diversas atividades, como planejar os próximos dias, reservar hotel, baixar fotos, fazer backup, etc. Num quarto de 12m2 ocupado por malas, não sobrava espaço para mais nada. Resolvemos aumentar nosso budget de hotel. Com até vinte euros a mais por dia, dá pra ficar em lugares bem mais confortáveis. Achamos que nesse calor, uma piscina para as crianças se refrescarem e gastarem energia é indispensável. Uma alternativa foi alugar apartamento mobiliado (Airbnb, etc.). Mais confortável e mais barato que hotel. Os que ficamos tinham até piscina e academia. O impacto foi um aumento de aproximadamente 15% no custo total da viagem. Mas antes que você nos chame de pão duro, lembre-se que 20 euros em 15 dias não faz muita diferença. Já em 160 dias de viagem...

4) Rede de mosquito

Você deve estar se perguntando: "mas que raios é essa rede de mosquito?". Dá até vergonha de falar. Vimos em muitos blogs estrangeiros de viagens a recomendação de levar uma rede ou tela para colocar em volta da cama para você e as crianças dormirem sem essas indesejáveis pragas. Do jeito que falavam, parecia indispensável. Compramos uma na Amazon e trouxemos. Não preciso nem dizer que só ocupou volume na mala. E o pior, demoramos para nos livrar dela! Essa rede nos acompanhou por 30 dias (embora já tínhamos decidido nos livrar dela antes). Mas afinal, quantas vezes você usou uma tela dessa em Ilha Bela, Ilha Grande ou lugares similares? Nunca, né? Pois é. Aqui é igual. Alguns hotéis que não tem ar condicionado até a usam. Mas entendemos nossos amigos europeus. Quase não tem insetos na Europa (comparado com países tropicais). Eles não estão acostumados. Cheguei a ler uma crítica feita por um hóspede que ficou 1 hora matando os pernilongos antes de dormir e que no dia seguinte eles apareceram de novo e que o hotel era culpado por isso. Nem deve ter passado pela cabeça dele que ele está em um país tropical. De qualquer maneira, o bom e velho repelente é suficiente (e fundamental). 


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